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Blogs de indústria da Microsoft

A crescente demanda dos cidadãos por mais e melhores serviços públicos é um dos impactos da quarta revolução industrial e seus efeitos na modernização das cidades. Conhecer e estar preparado para atender a esse tipo de demanda é o diferencial que se espera dos novos gestores públicos que devem ser os protagonistas para garantir a transformação digital das cidades.

Pela primeira vez na história, mais de 50% da população mundial1 vive em áreas urbanas e responde por 80% do PIB global2, algo que traz consigo desafios sem precedentes. Algumas cidades enfrentam uma rápida taxa de urbanização e isso, segundo as Nações Unidas, fará com que 70% da população mundial3 esteja vivendo em cidades até 2050. Atualmente, mais de 80% da população brasileira vive em áreas urbanas. Aspectos relacionados a obsolescência da infraestrutura urbana, os desafios para inovar e modernizar a gestão das cidades, as expectativas cada vez maiores dos cidadãos e a crescente pressão por uma austeridade extrema, deixam evidente que as cidades precisam aprender a fazer mais com menos.

Entretanto, mesmo nesse cenário de dificuldade, há diversas oportunidades que ajudam as cidades a conectar informações e pessoas: basta aproveitar as atuais e futuras tecnologias e tornar os dados governamentais acessíveis e utilizáveis em tempo real.  Segundo a IDC, espera-se que a produção global de dispositivos de conexão inteligente (PCs, tablets e smart phones) supere 1,9 bilhão de unidades até 2018, sendo que cerca de 1,1 bilhão se destina a mercados emergentes. Essa tendência traz uma oportunidade de conectar conjuntos de dados até agora independentes a aplicativos em tempo real, disponíveis para líderes governamentais, empresas e cidadãos.  O que oferecer a uma cidade depende da maturidade tecnológica desse grande centro, mas você pode ter um papel fundamental.

Um ótimo exemplo é o caso do estacionamento rotativo na cidade de São Paulo, a conhecida Zona Azul. Como se sabe, estacionar o carro nas ruas da capital paulista é uma missão delicada. Grande volume de veículos circulando e áreas de uso restrito são alguns dos complicadores que o motorista enfrenta na disputa diária por uma vaga. E quando encontra, muitas vezes o cidadão está sem o cartão da Zona Azul, o pré-pago impresso em papel que o habilita a permanecer na vaga por um tempo determinado.

A boa notícia é que a Zona Azul Digital, lançada pela Prefeitura de São Paulo, está em plena operação, rodando no Azure, a plataforma em nuvem da Microsoft. O uso de nuvem foi a escolha da Prefeitura paulistana por atender a uma exigência de implementação rápida – o projeto foi entregue em dois meses.

No lugar do papel, o motorista tem, atualmente, quatro opções de aplicativos para instalar em seu smartphone e, por meio de qualquer um deles, pode comprar e ativar o Cartão Azul Digital (CAD), sem sair do carro. E se precisar renovar a utilização da vaga por mais tempo, pode comprar mais créditos remotamente, sem ter que se deslocar até o veículo. Tudo via Azure. Outra vantagem é que a nuvem da Microsoft suporta picos de acessos sem comprometer o desempenho dos aplicativos. As ferramentas disponibilizadas na plataforma Azure e as aplicações criadas pela CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) com tecnologia Microsoft são responsáveis pela validação da liberação de créditos para os motoristas usuários do sistema. Os fiscais da CET, em seus terminais móveis, podem verificar se os veículos pagaram o Cartão Azul Digital e, em caso negativo, autuar os que estiverem em situação irregular.

Esse é um dos exemplos simples que podem mudar a rotina e demonstram alto grau de inovação. E o mais interessante: trata-se de uma solução replicável. Qualquer cidade que queira se aproveitar dessa tecnologia pode implantá-la e obter rapidamente os benefícios. O impacto disso para o cidadão é enorme e a percepção de inovação para a gestão se traduz em satisfação do cidadão.

Na área de segurança pública, entre as tecnologias empregadas está o Domain Awareness System (DAS). Essa solução foi utilizada de forma pioneira em Nova York e utiliza alta tecnologia, como big data, computação em nuvem, inteligência artificial com vídeo analítico e machine learning, entre outros recursos para ajudar a combater a criminalidade. A utilização de vídeo e imagens para prevenção de crimes ainda é uma solução recente, mas que tem forte demanda de crescimento e potencial de impacto. No mundo existem cerca de 300 milhões de câmeras de segurança interligadas. Como roda na nuvem Azure, a solução de vídeo analítico é infinitamente escalável, ou seja, pode ser colocada em qualquer quantidade de câmeras. No Brasil, o sistema DAS é parte do projeto Detecta, do Governo do Estado de São Paulo.

Outro caso de sucesso no uso de tecnologia vem do estado de Goiás, através da Secretaria Estadual de Educação, que se deparou com um problema: como tratar e exibir dados de forma prática, rápida e segura, oferecendo informações relevantes aos gestores, que vão desde diretores de unidades escolares, coordenadores esportivos e culturais a superintendentes, passando pelo próprio Secretário Estadual e Governador?

A solução foi o desenvolvimento do Goias 360 com auxílio do Power BI: uma grande suíte de aplicativos cujo foco principal é prover informações de forma eficiente para tomada de decisões estratégicas governamentais relacionadas a educação, cultura e esporte. São oferecidos dados como indicadores estatísticos, faltas e notas dos alunos, boas práticas no ensino, turmas com poucos alunos, turmas com alunos excedentes, motivos de falta e de abandono, entre dados consolidados e microdados.

Complementando o sistema do Goias 360, o Office 365 foi integrado ao portal de modo a permitir ao usuário manipular dados, relatórios e planilhas. A comunicação dos profissionais da rede estadual se tornou mais fluida e, as informações, mais acessíveis gerando resultados e maior excelência ao sistema como um todo.

Da mesma forma, o Governo do Estado da Bahia, através da PRODEB (Companhia de Processamento de Dados da Bahia) passou a utilizar o Office 365 como solução corporativa para melhorar a produtividade e a comunicação entre os diversos órgãos do governo.

Diante de diversos exemplos inspiradores como esses fica a pergunta: você consegue imaginar o futuro de sua cidade?