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Para a Microsoft, diversidade e inclusão tem relação direta com lucratividade, uma vez que o pensamento diverso traz um ambiente mais criativo e inovador

Uma pesquisa realizada pela consultoria Mckinsey & Company confirmou que a diversidade étnica, cultural e de gênero, particularmente em equipes executivas, está relacionada à performance financeira em vários países do mundo. Isso mostra que embora haja função social por trás dessas iniciativas, as companhias começaram a entender que diversidade e inclusão são uma fonte de vantagem competitiva e, mais do que isso, uma mola propulsora para o desenvolvimento e crescimento das empresas.

É assim que pensa Priscyla Laham, Vice Presidente de vendas da Microsoft e que divide seu tempo entre essa responsabilidade e como Líder do Comitê de Diversidade e Inclusão da Microsoft. “A Microsoft enxerga uma relação direta entre diversidade de pensamento e lucratividade, uma vez que ideias diferentes em uma mesa trazem inovação e criatividade, de variadas vivências e pontos de vista distintos, o que reflete em novas soluções”, acredita a executiva.

Outra frente que Priscyla levanta é a necessidade de refletir dentro da companhia, a diversidade que a sociedade de consumo apresenta. “Se nós não tivermos internamente algo que se aproxime da diversidade do mercado brasileiro, dificilmente seria possível criar soluções que atendam a esse mercado”, conta a executiva.

Diversidade de pensamento gera inovação em produtos

A população mundial está em sete bilhões de pessoas. Mais de um bilhão de seres humanos, ou aproximadamente 15% da população mundial, vive com alguma forma de deficiência. 80% dessas pessoas vivem em países em desenvolvimento. Firme em sua missão de empoderar cada pessoa e cada organização a fazer mais, a Microsoft tem se dedicado a oferecer tecnologias acessíveis e criar iniciativas que promovam a inclusão e ajudem a trazer mais qualidade de vida para pessoas com deficiência.

Produtos como Windows 10 possuem recursos de acessibilidade, entre eles, o Controle pelo Olhar (Eye Control) que permite a portadores de mal de Lou Gehrig operar o mouse com os olhos. Para essas pessoas, que perdem aos poucos o controle de todos os músculos – menos dos olhos – a operação do mouse com o rastreamento dos olhos é a única opção para digitar e utilizar um computador.

Já o Office 365, suíte de produtividade em nuvem da Microsoft,  contempla inúmeros recursos que facilitam o dia a dia de pessoas com deficiência, como templates acessíveis que facilitam a navegação de pessoas com pouca visão ou daltonismo, comando de transcrição de imagens em Word e PowerPoint para PCs, leitura para pessoas com disfunções de aprendizagem, como dislexia, além de um verificador de conteúdo que valida se a comunicação está apropriada para pessoas com algum tipo de deficiência, explicando a razão pela qual a mensagem deve ser adequada.

Segundo Ricardo Wagner, brasileiro e Líder de Acessibilidade da Microsoft Canadá, 70% de todas as deficiências são invisíveis para os olhos e podem ser permanentes, temporárias ou situacionais. “A mesma pessoa com deficiência pode fazer parte de outras minorias e enfrentar um desafio ainda maior por oportunidade de emprego e inclusão. Por esta perspectiva, ‘a maior minoria do mundo’ deveria ser a primeira a ser priorizada”, afirma Wagner.

Iniciativas por uma companhia mais diversa

O Comitê Diversidade & Inclusão da Microsoft, liderado por Priscyla, é dividido por pilares e protagonizados por diferentes colaboradores. Entre eles, Mulheres na Tecnologia e Liderança, Blacks at Microsoft, Pessoas com Deficiência, e LGBT+. Estes colaboradores se reúnem para entender o mercado e discutir estratégias para ter um ambiente mais inclusivo e justo.

Em março deste ano, a Microsoft abriu as portas do MTC (Microsoft Technology Center) para cerca de 70 estudantes negros, em parceria com a consultoria Empodera, que além de falar sobre representatividade negra, foi um espaço para os jovens discutirem carreira e oportunidades dentro da própria Microsoft. Essa iniciativa gera conexão e sensação de pertencimento, além de abrir o olhar para a carreira desses estudantes. Em seguida, os jovens participaram de conversas com profissionais da Microsoft sobre o programa de estágio, carreira, tecnologia e o futuro do trabalho.

jovens contam histórias e conselhos Microsoft
Jovens de diferentes cursos de graduação ouviram histórias, conselhos de carreira e informações dos profissionais da Microsoft Brasil

Já alguns anos, a Microsoft também é presença garantida na Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, e incentiva colaboradores e aliados a participarem do evento. O pilar responsável por políticas para o público LGBT+ da Microsoft é chamado de GLEAM e, além de fomentar o aumento da inclusão e da diversidade na empresa e na sociedade, colabora também com eventos externos, como o Reaching Out Brasil, que reúne jovens profissionais e estudantes LGBT+ com empresas para um dia de conversas e networking.

Microsoft Parada do Orgulho LGBT Sao Paulo 2018
Colaboradores durante a Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, em junho de 2018

Diversidade e inclusão: sem inclusão não há como manter a diversidade

Priscyla também aponta que há uma diferença crucial entre conquistar e manter a diversidade. “Manter a diversidade depende da inclusão, e é por isso que batemos muito na tecla da Diversidade & Inclusão. Você pode até conseguir a diversidade, mas as pessoas não ficam, pois não se sentem aptas a contribuir”, acredita a líder de Diversidade e Inclusão da Microsoft. “Por isso, focamos em pulverizar uma cultura de comportamentos inclusivos”, complementa a executiva.

Por isso, a Microsoft anunciou, no ano passado, a criação do Family Caregiver, uma licença remunerada para colaboradores que precisam cuidar de parentes com problemas de saúde. A subsidiária brasileira foi a primeira a implementar a iniciativa na América Latina, que concede até quatro semanas de licença durante o ano, podendo ser divididas em mais de um período, a depender da necessidade do colaborador.

A empresa também possui políticas como licenças maternidade e paternidade. Para mães, o benefício é de 180 dias corridos e para os pais, são 42 dias de recesso. As duas licenças são remuneradas, válidas para casos de nascimento ou adoção de crianças de até 16 anos e estendidas à comunidade LGBT+.

Manter a diversidade também se aplica em equalizar as oportunidades entre os estudantes contratados pela Microsoft, por isso, a companhia tem aulas de inglês para estagiários e para todas as pessoas que fazem parte dos grupos de diversidade. “Notamos que dávamos a oportunidade, mas nem todas as pessoas apresentavam o nível de inglês exigido pela companhia globalmente. Como eu garanto que esse talento vai ter a mesma oportunidade que todo mundo? Por isso, conquistamos essas aulas para acelerar o aprendizado. Isso significa que, quando ele sair do programa de estágio, que dura dois anos, para competir em uma vaga de trainee, ele terá as mesmas oportunidades de outros recém-formados”, conta Pryscila.

A valorização do pensamento inclusivo também tem forte presença na companhia. Desta maneira, foram distribuidos cadernos e as salas de reunião da empresa contam com adesivos reforçando os 10 comportamentos inclusivos, que abrangem frases que lembram os colaboradores, durante o dia a dia, da importância de se empenhar para diminuir situações estressantes, garantir que todas as vozes sejam ouvidas, compreender a contribuição de cada um, entre outros. “Queremos nos certificar que as pessoas tenham as mesmas oportunidades de contribuir com a sua visão de mundo e suas peculiaridades, que só diferentes experiências podem trazer”, acredita a executiva.

Caderno com comportamentos de inclusão e diversidade
Caderno distribuído na empresa e que reforça os 10 comportamentos inclusivos

Abrindo as portas e trazendo aliados para a diversidade

De acordo com um dado divulgado pelo Portal da Harvard Business Review, 76% dos colaboradores de empresas que têm políticas de valorização da diversidade, dizem ter mais espaço para expor suas ideias e inovar no mercado de trabalho. Como companhias podem começar a trilhar uma jornada em prol da diversidade e inclusão? Para Priscyla, a ideia é criar comitês que abracem as principais diferenças dos colaboradores, dando voz para as pessoas. Para ela, entender o que essas pessoas sentem e como pensam, pode ajudar a construir um ambiente inclusivo.  “Toda a experiência de raça, genêro, entre outras, altera o seu pensamento. Uma deficiência pode abrir uma oportunidade, gerando aliados em torno da diversidade de pensamento. Ampliar as iniciativas de diversidade traz mais aliados, que ajudam a criar um ambiente mais justo e inclusivo”, conta Pryscila.

Ainda há muito o que fazer, mas a executiva avalia as iniciativas da empresa no país como positivas. “Sabemos que ainda há muito o que aprender e muita coisa para mudar, afinal, ainda estamos longe de refletir os 54% dos negros e 51% de mulheres, que seria a representação da sociedade, mas trabalhamos diariamente para diminuir essa disparidade. Todo mundo tem diferenças, o importante é trazê-las à tona e aprender a lidar com elas. Faz parte do processo de aprendizado se tornar uma pessoa mais empática e é um tema importante para a Microsoft”, acredita a executiva.

Liderar pelo exemplo também existe nessa frente de mercado. Apesar de entender que ainda há um caminho para percorrer, algumas empresas se inspiram e convidam a Microsoft para falar sobre o tema em seus espaços. Para Priscyla, o objetivo é levar essas ideias para parceiros e clientes. “Nossa ideia é fomentar em todos que estão em nosso ecossistema o mesmo tipo de comportamento em prol da diversidade, para que todos entendam que sem diversidade e inclusão, não há inovação”, finaliza.

Veja aqui as iniciativas de Diversidade e Inclusão da Microsoft Brasil.